Fusão entre Perdigão e Sadia
A união das empresas esteve perto de acontecer outras vezes no passado, devido aos sérios problemas financeiros da Sadia, que chegou a perder alguns bilhões de reais depois que a crise econômica global mudou a direção da moeda brasileira. Mas foi só agora que a junção - feita em troca de ações - deu certo.
Após vários meses de negociações, os acionistas da Perdigão ficarão com 68% da Brasil Foods, e os acionistas da Sadia com 32%.
A nova sociedade deve realizar uma oferta pública em Julho/2009 para levantar 4 bilhões de reais, dinheiro que deverá ser usado para saldar as dívidas.
A Brasil Foods exportará cerca de 42% da sua produção. A companhia tem capacidade de abater 1,7 bilhões de aves por ano e aproximadamente 10 milhões de suínos. Assim, em curto prazo, a nova empresa se tornará no maior exportador de carne processada do mundo.
O representante da Perdigão afirma que eles pretendem oferecer produtos de melhor qualidade a preços mais acessíveis em todos os lugares.
Para os trabalhadores das duas potências não vai mudar nada. Os empregos não correm riscos, já que a Perdigão pretende aumentar a área fabril.
Atualmente, com 119 mil funcionários, 42 fábricas e mais de 10 bilhões de reais em exportações por ano, com faturamento anual de 22 bilhões.
A Perdigão, hoje com 75 anos de existência e presente em 12 países além do Brasil, após a compra da Batávia e a junção com a Eleva Alimentos, tornou-se o maior líder no setor lácteo da América Latina também, o que é muito saudável para a economia, e uma garantia do capital dentro do país.
Após 5 tentativas desta fusão entre Perdigão e Sadia, com acordo assinado em 19 de Maio, a nova empresa já nasceu na posição de décima maior empresa de alimentos de toda a América, e conseqüentemente a segunda maior indústria alimentícia do Brasil, e a terceira maior exportadora (ficando atrás apenas da Petrobrás e da Mineradora Vale).
Nesta terça-feira (20/05), a fusão deve ser comunicada à Comissão de Valores Mobiliários (órgão fiscalizador do mercado acionário), que deve verificar se a operação foi realizada de acordo com os regulamentos. Além disso, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (órgão de defesa da concorrência) também precisa aprovar as negociações, que deve ser o maior desafio enfrentado, sendo comparado apenas com o resultado da junção entre a Brahma e Antarctica, que foi julgado pelos especialistas do setor em 2000.
Enquanto isso, as duas empresas continuam funcionando independentemente.
Postado em: 22/04/2010